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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega à polícia
Publicado em 20/04/2026 14:49
Nacional

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, ocorrido em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20).

Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio. De acordo com perícias, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que ele caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese, e o Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões de Jairinho, e que Monique foi omissa.

Monique Medeiros se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ela voltasse à cadeia.

No sábado (18), o ministro Gilmar Mendes ainda rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva. A defesa afirmou em nota que, assim que teve conhecimento do mandado de prisão, Monique decidiu se apresentar à polícia.

Os advogados voltaram a negar qualquer participação dela na morte do filho e ressaltaram que Monique era vítima do ex-companheiro, o ex-vereador Jairinho.

Novo julgamento em maio

Em março, o julgamento de Monique e de seu ex, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri.

A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e determinou a soltura de Monique. A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

O menino de 4 anos morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023.

(Imagem/Reprodução: TV Globo | g1)

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